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04/02/16

A RESERVA MAIS TITULAR QUE O MARKETING ESPORTIVO JÁ VIU


Seguindo a mesma filosofia do Uber, a Reserva aposta num formato mais moderno e arrojado para entrar no universo do marketing esportivo, ao invés de apostar no tradicional patrocínio e estampar sua logo nos uniformes de jogo, a marca que tem em seu DNA inovação não fugiu as origens e agora além de dar nome o banco de Reserva s(sim, no singular!) do Maracanã também veste as peças de viagem desde a cueca do Red Bull Brasil, será que a escolha do time foi por acaso ou vocês também enxergam sinergia com a marca que da nome ao time?

A evolução do marketing esportivo para se adaptar a um público cada vez mais exigente é facilmente constatado se analisarmos que alguns anos atrás se investia somente em patrocínio único, depois esse patrocínio além de ser dividido, também passou a ser ativado para expandir o alcance e aderência com o publico, agora notamos que algumas empresas, não a toa as líderes de mercado, fazem da ativação seu patrocínio, e utilizam seu próprio serviço como forma de associar a marca ao esporte.

Apostando nesse conceito inovador a marca que vem revolucionando o mercado da moda no País iniciou sua caminhada nesse universo numa parceria inédita dando nome ao banco de Reserva s do Maracanã, nada mais Reserva do que aproveitar a feliz coincidência de seu nome estar inserido no universo futebol e criar uma nova propriedade. Para completar o ciclo e fazer deste patrocínio uma aula de como se deve ativar seus investimentos foi criada uma linha de produtos com tema Maracanã.

Dando sequencia nesta filosofia foi anunciado no início da semana que agora a marca é responsável pelas peças de viagem, desde a cueca da Delegação do RBB (Red Bull Brasil), certamente o clube que ainda não figura entre os principais do Brasil atingirá destaque pelo menos no quesito moda.

Analisando o perfil da marca que da nome ao time, acredito que essa escolha não foi por acaso tendo em vista que a Red Bull tem o mesmo DNA de inovação, sendo responsável inclusive por criar modalidades esportivas como o Red Bull Air Race. Se der certo, podemos estar presenciando o nascimento de algo muito maior devido ao alcance e sinergia que as marcas possuem, vamos aguardar.
A conclusão é que o esporte nunca esteve tão em voga e as formas de conversar com o público utilizando esta plataforma se multiplicam com velocidade, basta escolher qual se adequa melhor ao seu perfil, ou quem sabe criar uma nova!

Por Mario Bini
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03/02/16

UBER, SUCESSO NO MARKETING ESPORTIVO TAMBÉM


O Aplicativo Uber realmente tem uma proposta diferenciada, o serviço de motoristas que causou grande polêmica ao desembarcar no Brasil e foi recebido literalmente com pedras na mão pelos taxistas, chegou ao universo do marketing esportivo com força e mais uma vez está inovando, seria muito bom que patrocinadores e patrocinados prestassem atenção nas ações implementadas, perfeitas a meu ver.

Com o objetivo de oferecer uma experiência personalizada ao transportar as pessoas que necessitam se locomover diariamente nas grandes cidades, o Uber aposta no próprio serviço para aumen|tar sua visibilidade se inserindo no universo do marketing esportivo através de ativações que oferecem exatamente seu core business, uma experiência inesquecível.

Fãs do Chelsea em diversas cidades do mundo receberam no último dia 22 as novas camisas oficiais 5 dias antes do lançamento, transporte gratuito de torcedores que possuam ingresso para o Super Bowl 50, serviço oficial de transporte do Parc Olympique Lyonnais (nova casa do Lyon) integrado ao app oficial do estádio com acesso a área exclusivas de embarque e desembarque, e torcedor do Cruzeiro recebendo o novo reforço Sánchez Miño no aeroporto num veículo da empresa, são alguma das ações implementadas pela empresa nos últimos meses.

Ao invés de investir alguns milhões e estampar sua marca na camisa de um grande clube, e ser mais um patrocinador do esporte, a empresa fez uma aposta interessante valorizando justamente o que vende, uma experiência diferenciada para deslocamentos.

Cada vez mais clubes, estádios, eventos e até mesmo patrocinadores são obrigados a oferecer novos serviços, experiências e ativações a um público cada vez mais exigente, desta forma o Uber fez o caminho inverso e associa sua marca ao esporte como parceiro destes players que buscam estreitar essa relação com o público, ou seja a empresa se posicionou como garantidora de ações que priorizam o relacionamento.

Além do investimento diferenciado para estar presente no esporte, esta nova modalidade de “patrocínio” permite as empresas participar de momentos únicos na vida dos torcedores, sem sofrer rejeição de rivais por estar associada exclusivamente a determinada agremiação por exemplo. Neste novo conceito o que se oferece é exatamente o serviço prestado, no caso pelo Uber como objeto desejo e disputa.

O patrocínio tradicional nunca deixará de existir, mas novos públicos e novos hábitos demandam criatividade e novas formas de se relacionar, o Uber enxergou isso muito rápido e está aproveitando muito bem a oportunidade, quem será o próximo?

Por Mario Bini
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02/02/16

EXPERIÊNCIA NFL



Na semana do Super Bowl 50 vamos publicar o relato, da experiência, do nosso colaborador Eduardo Barros assistindo, ao vivo, a um jogo da última temporada regular da NFL:

Cleveland Brows

Sábado, dia 26 de setembro de 2015, recebi uma ligação de um grande amigo, me convidando para ver o jogo de futebol Americano do Cleveland Browns contra o Oakland Raiders no dia seguinte. Confesso que não sou fã de futebol Americano, mas aceitei o convite. Seria uma ótima oportunidade de aproveitar um fim de semana de tempo bom, com temperatura amena (25oc) e sol, podendo ser o último  antes do frio chegar de vez a Ohio.

No domingo, fui buscar meu amigo para irmos ao jogo, chegamos cedo, sem necessidade, pois  não precisaríamos entrar em fila para comprar o ingresso.  Aqui, nos EUA, os ingressos são comprados em sua grande maioria pela internet e não precisam ser retirados na bilheteria do estádio. No caso do meu amigo, ele comprou o “season pass”, como é chamado aqui, um pouco parecido com o programa sócio torcedor no Brasil. Ele paga por todos os jogos antecipadamente e recebe os ingressos em casa.
A temporada regular de futebol Americano tem 16 jogos por equipe, 8 em casa e 8 fora. Os melhores times de cada divisão avançam para os playoffs. Como são poucos jogos por temporada, e cada cidade so tem um time, então os estádios estão sempre lotados.  As equipes de Cleveland tem um carma de nunca terem vencido nos 3 esportes principais nos EUA, que são: o Futebol Americano, Beisebol, e Basquete. Porém, a população aqui adora esportes, diferente de outras cidades, como Miami, onde muitos jogos estão sempre vazios, por preferirem ir à praia a outros programas. Sabendo disso, fiquei impolgado em ir à partida de futebol Americano em um estádio confortavelmente cheio e com o público animado.

A maior dificuldade é para estacionar o carro, sendo um problema crônico em todas as cidades no mundo que sediam um evento importante. Paramos o carro um pouco distante do estádio, sendo relativamente mais barato que perto deste. Às vezes chegamos a pagar mais para estacionar o carro que pelo ingresso da partida...

Não acompanho tão de perto a temporada, moro em Ohio há 17 anos, e a equipe do Cleveland Browns só chegou aos playoffs uma vez nesses últimos 17 anos. Porém a torcida é muito apaixonada, com músicas ensaiadas, e torcida uniformizada.

Já conhecia o estádio, moderno e amplo, como diríamos no Brasil, um estádio padrão FIFA, com lojas, elevador, escada rolante e restaurantes. Porém, ao lado do lago Eire, que congela no inverno. Portanto, para quem não gosta de frio, só dá para acompanhar os jogos do Cleveland Brown até o mês de setembro.  

Entramos no estádio, passamos pela revista dos seguranças, sendo muito parecido com todos os estádios. Após isso, fomos de escada rolante até o quinto andar, onde eram nossos assentos. Antes disso, pausa para comprar um saco de amendoim e um copo de refrigerante, sendo este refill, e vinha  escrito “Cleveland Brows” e com desenho dos jogadores. Aqui, muitos torcedores tem o “season pass”,  então vão a todos os jogos e sentam-se nos mesmos assentos. Portanto meu amigo ja conhecida boa parte dos torcedores que sentaram perto da gente. Assim que cheguei ao assento, ouvi aquele, “oi tudo bom, como você está?” .

Começou o jogo, e como era de se esperar a equipe do Cleveland começou perdendo, aliás a equipe da casa não chegou a liderar nenhum momento da partida. Sempre achei o jogo chato e monótono.  Meus poucos amigos brasileiros que gostam do esporte se irritam comigo quando  comparo o futebol Americano ao “pique bandeira”, brincadeira de infância, no playground do prédio que morava. No “pique bandeira”, eu pegava a bandeira, que muitas vezes era um chinelo improvisado, e  tinha que trazer de volta para o meu campo, sem que o adversário me pegasse. No futebol Americano é bem parecido, temos que levar a bola até o final do campo do adversário,  sem que ele nos pegue, para assim conseguir o que eles chamam de touchdown. O problema é que o futebol Americano, assim como os esportes em geral aqui, param muito. A quantidade de tempos que cada treinador tem é absurdo, além de parar para trocar o time de defesa pelo time de ataque e quando o juiz marca alguma penalidade para explicar ao público o que ele marcou.

No intervalo, fui comprar, ou melhor, pedir meu segundo copo de refrigerante quando vi uma cena inusitada: Um policial aplicando uma multa a um torcedor que estava na fila, bem a minha frente com a camisa do Oakland Raiders, por estar fumando, algo terminantemente  proibido aqui. Não consegui descobrir o valor da multa, mas fiquei feliz por ver as leis serem respeitadas.


No segundo tempo, o jogo melhorou muito, começou a fluir e os touchdowns aconteceram, mas o time da casa, como sempre, acabou derrotado. Na saída, nada de confusão, pois não existe uma rivalidade local, como acontece no Brasil. Vi vários torcedores com a camisa do time visitante, infiltrados no meio da torcida, sem necessidade de local especial para visitantes, ou uma carga de ingresso menor para eles. Pelo visto, ainda precisamos aprender muito com os Americanos.

Por Eduardo Barros





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01/02/16

É POSSIVEL TORNAR OS ESTADUAIS ATRATIVOS?


E os Estaduais começaram, jogos pouco atrativos com público que não ultrapassam os 10.000 pagantes, e se arrastam pelos próximos meses até chegar as disputas de mata-mata, neste momento sim a temporada começa pra valer, até lá? Podemos dizer que é uma pré temporada deficitária! Mas já que eles estão aí seria interessante torna-los um pouco atrativo para o público.

Não sou contra os Estaduais, sou contra o formato de disputa atual, mas também não vou me alongar no assunto, já que ele foi tema de outra coluna: http://estadiosearenas.blogspot.com.br/2016/01/o-futebol-brasileiro-precisa-mudar.html

Fato é que nos próximos 3 meses teremos poucos jogos no País com público superior a 10.000 pagantes, o que resultará em prejuízos aos clubes, e alguma coisa precisa ser feita para mudar este cenário.

Uma sugestão que poderia ser testada este ano ainda, criar uma operação de matchday em parceria com o comércio local que ofereça ao público a possibilidade de se divertir durante todo o dia, como funcionária?

A grande maioria dos jogos são disputados em estádios com péssima infraestrutura em cidades do interior, regiões metropolitanas e/ou áreas que normalmente carecem de opções de lazer, desta forma, transformar o dia do jogo em um dia de diversão possivelmente aumentaria o interesse da população, tornando o ingresso do jogo em um passaporte para diversão, sendo o pré requisito para ter acesso as opções de entretenimento.

Restaurantes, supermercados, academias, escolas, lojas de qualquer natureza, todos são potenciais parceiros, basta botar a cabeça pra pensar, podem ser desenvolvidas atividades lúdicas voltadas para as crianças, oficinas de aprendizado, gincanas envolvendo pais e filhos, ações com foco em bem estar e saúde, competições esportivas e etc.

O universo é amplo e deve ser trabalhado cuidadosamente com cada parceiro, para que a atividade desenvolvida tenha sinergia com o seu ramo de atuação para criar vínculo entre os envolvidos. Percebam que um investimento modesto e muita criatividade podem transformar a percepção do público em relação a evento, afinal você não pagaria R$ 30,00/40,00 para assistir Vasco x Friburguense, Grêmio x Veranópolis, São Paulo x Mirassol e voltar para casa, mas pagaria esse mesmo valor para um domingo de lazer com sua família, onde iriam se divertir desde o almoço até o fim do dia, e no meio disso tudo ainda tem o futebol.

Esse tipo de iniciativa certamente iria alavancar as vendas de ingressos, criar novas receitas, novas opções de entretenimento, e abrir espaço para novos mecanismos de relacionamento entre clubes, patrocinadores/parceiros e torcedores. Com criatividade dá para tornar esse início de ano menos deficitário e um pouco mais interessante, mas se isso venha acontecer que não sirva de desculpa para manter o atual modelo que é a receita perfeita para o fracasso!

Por Mario Bini
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29/01/16

PREPARATIVOS PARA O SUPER BOWL 50


O Levi´s Stadium, estádio mais novo da Liga de Futebol Americano (NFL), será o palco do Super Bowl 50, a grande final da NFL. Inaugurado no meio de 2014 para ser a casa do time San Francisco 49ers o estádio é uma obra de arte que custou aproximadamente dois bilhões de dólares e tem capacidade para 68.500 pessoas confortavelmente.

 Para quem, assim como eu, também está ansioso para assistir o Super Bowl 50 a dica é entrar no site do Levi´s Stadium e acompanhar a contagem regressiva com uma galeria de fotos e vídeos diários com todos os preparativos do estádio para esse magnifico evento

Clique no link e admire as belas imagens: http://www.levisstadium.com/countdown-to-sb50/
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QUE GOLAÇO DO FLAMENGO!


Um dos programas de sócio torcedor que mais arrecadam no país, mesmo sendo o sétimo em numero de adesões, aproximadamente 63 mil adeptos, o Nação Rubro Negra do Flamengo está lançando uma novidade muito interessante, o resgate de pontos por utilização do programa, se bem trabalhado pode ser um gol de placa do clube em parceria com a CSM.

Iniciado na última rodada do Brasileirão 2015, o sócio torcedor rubro negro agora acumula pontos realizando ações dentro do programa como adesão, renovação, upgrade e até atualização de dados do cartão de crédito.

A aposta em trocar pontos por experiências ao invés de descontos a meu ver está corretíssima, torcedor de futebol, antes de mais nada é um apaixonado capaz de fazer as maiores loucuras por seu clube de coração, e transformar o programa num meio tangível de atingir o intangível é realizar sonhos, sendo exatamente isso que o programa está fazendo, afinal quanto vale ver seu filho entrar em campo com o time? Bater um pênalti no intervalo de um jogo? Conhecer o vestiário em dia de jogo? E tantas outras ações, isso não tem preço, na verdade agora tem, basta utilizar o programa que já é uma forma de obter descontos e vantagens para realizar seus sonhos!

Analisando a movimentação do Flamengo neste início de ano, é nítido que Antônio Tabet (VP de comunicação) pretende ampliar o alcance da FLA TV diversificando o material de exibição, e por que não associar as novas ideias ampliando o alcance de ambas?

A criação de programas com a participação de sócios torcedores que serão escolhidos através do resgate de pontos, é um prato cheio para gerar conteúdo, viralizar o resgate, diversificar a gama de experiências e estimular a utilização do programa, ciclo fechado, golaço!

Programas como mesa redondas de torcedores e antigos ídolos após as rodadas e apresentador/repórter por 1 dia são alguns exemplos que podem vir a dar muito certo. O mais importante foi à iniciativa e a escolha da premiação, o programa já nasceu com DNA de oferecer descontos, gerar novas experiências alcançando a paixão é sinal de que o caminho está certo, parabéns aos envolvidos!!!

*Por Mario Bini
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27/01/16

SERÁ ESSE O PAPEL DO GOVERNO?


Alguns anos atrás o Banco BMG inundou o futebol com as 3 letrinhas laranja em 39 clubes do futebol brasileiro, processo que se repete nesse momento em menor escala com a Caixa Econômica Federal, que atualmente patrocina boa parte dos clubes da série A do Campeonato Brasileiro, até aí problema algum, não fosse o Banco uma instituição pública Federal injetando vultuosas quantias no futebol em momento de grave crise financeira no País.

Motivo de orgulho de nossa Presidente a presença significativa da Caixa no futebol nacional foi tema de um discurso muito revelador “Com os recursos obtidos, tenho certeza de que vão trabalhar para garantir a qualidade do nosso futebol. Como mineira, vejo com satisfação que os dois maiores clubes de Minas Gerais entraram nesse grupo. Dou as boas-vindas ao Cruzeiro e ao meu querido Atlético, que passam a contar a partir deste ano com patrocínio da Caixa”.

Com todo respeito a nossa Presidente, não entendo como objetivo da CEF fomentar o desenvolvimento do futebol, ainda mais num momento de grave crise, não vejo problema de um banco patrocinar futebol, ou qualquer esporte, desde que se tenha uma estratégia envolvida como fez o BMG alguns anos atrás, seu objetivo era claro, após a penetração atingida pelo crédito consignado faltava dar conhecimento ao grande público da marca, e o futebol foi o meio acertadamente escolhido para esse objetivo. Resultado alcançado, muito obrigado e o banco se retirou do mercado.

A Caixa que até agora não se posicionou para apresentar as justificativas de estar investindo 85M de dinheiro público no futebol, e caso o objetivo do governo seja fomentar o esporte, seria mais produtivo seguir o exemplo de Angela Merkel e da Alemanha que se mobilizaram para criar uma estrutura que permite desenvolvimento sólido a longo prazo, e não uma ajuda momentânea que quando cessada trará sérios problemas, já imaginou 10 clubes em busca de patrocínio ao mesmo tempo? Complicado né...

Tal medida se assemelha a estatização das transmissões de futebol na Tv aberta adotada pela nossa vizinha Cristina Kishner, ex-presidente da Argentina, atitude sem nenhum sentido, tendo em vista que essa atividade é altamente lucrativa no mercado corporativo em todo mundo. O chamado “fútbol para Todos”, mais conhecido como populismo esportivo, ampliou o alcance para a população do interior que não tinha acesso a TV à cabo, mas representa um investimento que não se justifica num momento de crise, ainda mais por que foi rejeitada a publicidade privada, restando somente propaganda governamental durante as exibições.

Sem estratégia e objetivos, considero o investimento significativo de uma instituição pública no futebol da forma como vem sendo feita um retrocesso a profissionalização do esporte, existem diversas outras forma de o governo colaborar com o desenvolvimento que serão mais efetivas para a consolidação deste mercado a longo prazo, enquanto isso mais um gol da Alemanha.

*Por Mario Bini
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25/01/16

O FUTEBOL BRASILEIRO PRECISA MUDAR



Semana passando conversando com um amigo me vi diante de uma pergunta que acabou virando o tema da coluna: Se o Brasileiro gosta tanto de futebol, por que não temos estádios lotados todas as semanas?

Se essa pergunta for feita a cinco pessoas, possivelmente teremos 5 respostas diferentes: ingressos caros, acessibilidade ruim, baixa qualidade de jogos, segurança e calendário são algumas das respostas mais frequentes, e quer saber, todas estão corretos pois cada um deixa de ir ao estádio por um motivo, menos por que deixou de gostar de futebol, conclusão, tem muita coisa errada na gestão do futebol brasileiro.

A boa notícia é que da para mudar, a Alemanha, sempre ela, fez isso no início dos anos 2000 e o resultado todos sabem, 7 x 1, Bayern x Dortmund na final da Champions, país com maior número de clubes disputando o mesmo torneio, taxa de ocupação dos estádios acima de 90% e a fábrica de craques como Goetze, Muller, Schweinsteiger, Khedira, Kroos e Ozil são alguns dos resultados obtidos em pouco mais de 10 anos de análise e implementação de um modelo profissional de gestão no futebol.

Voltando ao tema de hoje, vejo que as primeiras mudanças para ter estádios cheios nesse momento, são a reformulação da estrutura e do calendário.

A CBF deve cuidar somente dos interesses da Seleção e contratos relacionados a ela, para organizar competições nacionais os clubes deve ser criada uma liga que além da organização do calendário terá dois grandes business:

1) Comercial: Negociar em bloco todos os contratos como direitos de transmissão, Naming Right das competições e patrocínios. As receitas deverão ser distribuídas na proporção previamente estabelecida com os clubes

2) Fiscalização: Além de fiscalizar severamente com auditoria sobre o ano fiscal dos clubes e adequação ao Profut, deve ser elaborado um conjunto de requisitos como investimentos estruturais na base e capacitação de treinadores que deverão ser auditados anualmente, em caso de descumprimento devem haver punições rigorosas, como rebaixamento.

A liga não deve ter fins lucrativos, sendo permitido a ela uma pequena reserva financeira após cobrir seus custos operacionais, todavia antes dessa liga comercializar competições e auditar o exercício fiscal dos clubes, o produto futebol deve ser melhorado para atrair interesse dos torcedores e do mercado, atualmente ele é péssimo, com poucos jogos atrativo.

Na minha opinião os grandes vilões não são os Estaduais, mas sim a forma de disputa deles, a Primeira Liga, com poucas datas será um torneio bem mais atraente. Não estou sugerindo o fim dos estaduais acho que eles fazem parte da cultura nacional, mas sua fórmula de disputa deve ser alterada. Deve haver uma primeira fase disputada somente pelos clubes que estão fora das competições nacionais, e os classificados encontram-se em torneio mata-mata com os grande times até a grande final. Desta forma, damos possibilidade de clubes que atualmente operam de 4 à 6 meses por ano de ter vida ao longo da temporada, e aumentamos o interesse dos clubes grandes e torcedores para um torneio curto e emocionante. Além disso, outros ganhos desta alteração, são a redução do número de jogos, e a possibilidade de adequação ao calendário internacional da FIFA. Essa simples medida gera benefícios que poderão ser rapidamente percebidos como a redução de lesões, fim dos desfalques por conta das datas FIFA, redução de jogos deficitários, aumento da taxa de ocupação. Acredito que o Brasileirão e a Copa do Brasil já possuem formatos bons e consolidados, não havendo necessidade de altera-los.

Sem implementar essas duas mudanças (Liga e calendário),não consigo enxergar como tornar o produto futebol atraente coletivamente, acredito sim que alguns clubes despontarão pois já tem administrações profissionais, e a tendência é que se tornem a grande maioria, mas quando seu progresso atingir diretamente outros interesses serão coagidos, dificultando assim esse processo, por isso a necessidade de realizar uma profunda mudança de forma coletiva.

*por Mario Bini
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21/01/16

TOUR VIRTUAL DA NOVA CASA


O Orlando City SC, time estadunidense que disputa a Major League Soccer (MLS), lançou um tour virtual do seu futuro estádio, uma plataforma 3D que permite aos torcedores terem a real noção de como será a vista de qualquer assento ou camarote da nova casa do clube.

A plataforma está disponível no site www.OrlandoCitySC.com/Stadium e é visualizável também em dispositivos móveis, fornecendo uma visão 360º graus de todo o estádio. Além dos assentos e da arquibancada em pé ainda é possível visualizar como será o interior dos camarotes e ter uma visão geral, do meio do campo, de como irá ficar todo o estádio depois de inaugurado em 2017.


O Orlando City também anunciou o lançamento de um serviço de transmissão ao vivo, via streaming, da obra do estádio, assim tanto o torcedor quanto a imprensa poderão acompanhar, em tempo real, o andamento da construção. A câmera poderá ser acessada em www.OrlandoCitySC.com/Stadium/Stream.
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18/01/16

A PRIMEIRA LIGA, DE MUITAS


A Primeira Liga que inicia dia 27 de janeira e encerra-se dia 31 de março será disputada com status de torneio amistoso, mas seu impacto no futebol brasileiro deverá ser grande, não é a toa alguns “coronéis” e antigos cartolas tentam de todo modo melar a competição, afinal nunca houve uma ameaça tão clara a seus interesses pessoais, sempre colocados à frente do interesse dos clubes que representam.

A competição organizada pela Liga Sul Minas Rio nasce como uma alternativa aos falidos estaduais que serão disputados simultaneamente.

A Liga tem seus defeitos, como por exemplo ser presidida por um dirigente de um clube integrante, mas certamente já representa um avanço significativo no modelo de gestão ultrapassado que é aplicado hoje no futebol brasileiro. O mais significativo na Sul Minas Rio é o conceito nela inserido, uma liga fundada por clubes para representar seus próprios interesses, todos os cases de sucesso no esporte mundial seguem este padrão atualmente NBA, BUNDESLIGA, PREMIER LEAGUE e etc.
Esta Liga deve ser responsável por organizar a logística de competição, negociar de forma coletiva todos os contratos comerciais que envolvam a competição, como Naming Rights, direitos de transmissão e patrocínios, que deverão ser repassados aos clubes participantes na forma previamente acordada.

Pode ser inicialmente só uma competição “amistosa” mas seu sucesso representa a derrota de um modelo administrativo que o transformou do País do futebol no País do 7 x 1.

Tomando como exemplo a própria Alemanha, sua competição nacional adota este formato sendo organizada por uma Liga, a BUNDESLIGA, que além das negociações comerciais supra citadas, também é responsável por realizar o controle financeiro dos clubes que para obterem benefícios fiscais no inicio da década de 2000 e poder participar da competição foram enquadrados num Far Play financeiro que se tornou exemplo mundial, e possibilitou um crescimento nas receitas de 63% entre as temporadas 3003-04 à 2009-10, enquanto o endividamento desses clubes no mesmo período aumentou somente 23%, segundo matéria publicada por Amir Somoggi.

Minha sugestão é que a Liga deve adotar um modelo de gestão empresarial, onde profissionais de reconhecida competência em seus mercados (comercial, marketing, jurídico, negócios, futebol, operações de grandes eventos e etc ) trabalharão em contato permanente formando uma equipe multidisciplinar, sendo os responsáveis por torna-la eficiente, ao fim de cada exercício o conselho gestor que será formado pelos clubes avalia o desempenho,  as diretrizes são tomadas em conjunto e executadas pela Liga.

Sabemos que as barreiras a serem quebradas serão enormes, começando internamente, onde os clubes terão que aprender a negociar em bloco e em algumas ocasiões aceitar condições não tão vantajosas em beneficio do coletivo, passando pelos “coronéis” do futebol nacional que já estão usando artilharia pesada para melar a Liga, mas superadas essas dificuldades iniciais, pode ser este o grande passo para o resgate do futebol brasileiro. Que seja a Primeira Liga, de muitas!
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